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É a rua o lugar onde PULSA a vida. É rumo à rua que vão os que querem protestar, se divertir, fugir, ficar. Num momento em que cada vez mais nos isolamos do mundo, salvaguardados e bem-acomodados em nossas casas, a rua deixou de ser palco para se tornar pano de fundo.Read more about me »

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Skate underground

novembro 20th, 2009 by Projeto Na Rua received 2 Comments »

O mundo do skate sempre foi marcado pelo glamour. Formadores de opinião, músicos, skatistas e mulheres se misturavam em festas da cena underground, regadas com muito álcool e música e que rendiam muitas histórias – engraçadas ou não. Principalmente no fim da década de 80 e início dos anos 90.

Quando trabalhava na revista Tribo Skate, o skatista e videomaker Jorge Costa, teve a ideia de registrar o que acontecia nessas festas. Se tornou o paparazzi da galera.

Em 1999,  resolveu  gravar as sessões desses caras da cena underground, que apesar de não terem tanta exposição na mídia, praticavam e viviam o lifestyle do mundo skateboard intensamente. Nasceu o Nakalada, filme com estreia prevista para 2010.

Nesse meio tempo, Jorge criou o blog Nakalada para atualizar com informações sobre o andamento do filme, as festas e, claro, as fotos das festas.

Jorge filmando uma sessão. Mais imagens para o Nakalada

Jorge filmando uma sessão. Mais imagens para o Nakalada

O blog cresceu e em breve Jorge vai lançar o site do Nakalada.

Pra quem ficou curioso em saber mais sobre o filme, entra no flickr e confira as fotos de alguns dos skaters e das sessões.

Dica esperta: Hoje, 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, assista Besouro. Filme sobre o lendário mestre de capoeira da Bahia. Pra se conscientizar, tem que conhecer e entender!!

Graffiti no Museu

novembro 16th, 2009 by Projeto Na Rua received No Comments »

Quem diria!

Depois de uma bienal e uma faculdade invadidas, nada mais nada menos que o MASP (Museu de Arte de São Paulo) abre suas portas para as artes de rua, o graffiti e pichação.

Foram convidados seis artistas (entre eles, Zezão - aquele que grafita em esgostos, sempre linhas azuis) para pintarem os 1.500 m² do subsolo do museu. O nome da exposição “De dentro para fora, de fora para dentro” cutuca e inflama a discussão sobre a legitimidade do graffiti e do pixo dentro de instituições. Há quem diga que eles perdem o caráter “transgressor” quando são exibidos em  galerias, argumentando que é preciso estar NA RUA para ser considerado “arte urbana”. Mas, sendo arte consumível ou não, os que defendem a expansão dessas formas de expressão afirmam que o trabalho pode ser visto por mais pessoas (no caso do MASP, não tão acessível, já que o ingresso custa R$15).

Um dos trabalhos de Zezão

Um dos trabalhos de Zezão

A Folha publicou hoje um comentário questionando os rumos do Graffiti, tem também crítica sobre a mostra “Vertigem” d’ Osgemeos, na FAAP . Vale a pena ler!

Se você ainda não tem (ou mesmo que tenha) uma opinião formada sobre o assunto, passa lá. A inauguração vai ser nesta sexta-feira (Dia da Consciência Negra) e fica até 5/2.

Dica esperta: Às terças-feiras a entrada é GRATUITA.

Graffiti animado

outubro 7th, 2009 by Projeto Na Rua received No Comments »

Quem vê não entende por que os grafiteiros pintam para em seguida apagar o desenho. Não, eles não estão desperdiçando tinta. Ao contrário, é tudo muito bem planejado. O Graffiti com Pipoca é um exemplo de que amigos unidos por boas ideias e disposição podem, sim, fazer a coisa acontecer pra valer.
Hip Hop


Tudo começou em 2005, quando o grafiteiro Bruno Macedo, o Chorão, foi convidado por Jerônimo Vilhena para participar do “família nacional”, projeto que estava produzindo no Centro Cultural de São Paulo e que unia rap com graffiti – e é a essa combinação que chamamos de hip hop.
Jerônimo, que já era ligado ao universo do hip hop (participava do Instituto Voz), e fazia filmagens, contou para Chorão sua ideia de fazer animação com graffiti. O amigo se entusiasmou e desde então começaram a se encontrar com freqüência para madurar as ideias e dar início ao trabalho.
Para fazer parte dessa nova empreitada, Chorão convidou seu parceiro de spray Agner Rebouças. Os dois já organizavam workshops em comunidades carentes e pintavam também em panos e pelas ruas, sem a ajuda de nenhuma entidade. Agner topou na hora, mas dá o crédito pra Jerônimo “a alma do projeto é o Jerônimo. Ele é o cara que faz a produção, ele quem faz a articulação pro [sic] negocio acontecer.”
Com o projeto já em andamento, no final de 2005 resolveram inscrevê-lo no VAI (Valorização de Iniciativas Culturais), programa da secretaria de cultura de São Paulo. A proposta foi aprovada, e em 2006 receberam um incentivo de R$ 17.000 para continuar dando as oficinas e produzir a primeira animação do grupo. Durante nove meses, o coletivo promoveu na PEF (antiga Febem da Imigrantes) oficinas de graffiti, vídeo e desenho animado para os meninos.
Bola Murcha


Mas o primeiro vídeo de destaque mesmo, só saiu no ano seguinte. Em 2007, ainda com o apoio do VAI, gravaram “O velho bola murcha”, que conta a história de um velho colecionador de bolas murchas que acaba fazendo amizade com crianças da vizinhança. O vídeo foi filmado na escola Almirante Ari Parreira, no bairro do Jabaquara, considera a pior escola da região. “Os estudantes não gostavam da escola. Quando a gente começou a grafitar, muitos perguntavam para que a gente fazia aquilo. Queriam entender porque a escola deles tinha sido escolhida.”, lembra Agner.

O Velho Bola Murcha ganhou o prêmio do Programa Aprendiz, promovido pela empresa COMGAS. Com o prêmio de R$ 3.500, o grupo comprou um retro-projetor e levou para a escola. Lá, exibira-no – muita gente não tinha visto ainda – além de outros curtas que não estavam no circuito comercial. O Bola Murcha ficou dois anos sendo exibido para os estudantes. Virou orgulho da molecada. “Hoje o pessoal vai tirar foto do muro. Todo mundo respeita, ninguém mexeu em nada até o ano passado” Só até o ano passado? Agner explica “a escola está passando por uma reforma, então tiveram que derrubar uma parte do muro. Não foi por parte dos alunos; a galera respeita.”

Paixão e profissão


Não foi só a paixão pelo graffiti que motivou o grupo a se empenhar no projeto. O objetivo era dominarem as técnicas de filmagem, produção e edição do vídeo para se tornarem profissionais do ramo. Com o dinheiro que receberam do VAI fizeram curso profissionalizante. Depois do primeiro, o grupo produziu outros vídeos para aperfeiçoarem a técnica (e colocar em prática o que tinham aprendido).
Funciona da seguinte maneira: para cada traço feito, uma foto. Se a parte que acabou de ser pintada vai ser animada, os artistas têm que pintar novamente para criar o outro quadro. São filmados todos estágios do trabalho, para depois ser editado a imagem dos grafiteiros e então animar o desenho e dar vida à história criada. Para fazer todos os desenhos, os grafiteiros não levam mais de um dia “se [o clima] estiver quente, seca mais rápido. Se estiver nublado, úmido, demora mais pra secar. Mas a média é de 5 a 6 horas.”, conta Agner.
Jerônimo, Teatro Mágico, MTV


Foi através de Jerônimo que o grupo foi convidado para produzir o videoclipe “O mérito e o monstro” da banda Teatro Mágico. O vídeo caiu tanto na graça da rapaziada que ficou um mês inteiro na parada dos tops da MTV.
Hoje, o Graffiti não recebe mais incentivo do VAI, mas continua fazendo, vez e outra, algum vídeo ou intervenção pelas ruas. No canal deles no You Tube você pode conhecer melhor o trabalho dessa galera: http://www.youtube.com/user/graffiticompipoca